É possível lidar com as novas tecnologias sem perder o contato real

Se hoje você sair por Belo Horizonte, faça o teste. Ande pelas ruas e repare como as pessoas estão se interagindo umas com as outras. Entre em restaurantes, vá a praças, parques, shoppings e bares e comprove: poucos são os que estão conversando olho no olho ou, pior, raros sãos os que estão se comunicando por meio da fala. O motivo? Os dedos passaram a ser os grandes comunicadores e, ainda que namorado, irmã, pai ou um grande amigo esteja ao lado, eles se tornaram seres “invisíveis” para quem tem à mão os atraentes smartphones.

É fácil ver amigos sentados em uma mesma mesa, cada qual conectado ao próprio mundo ‘on-line’, falando pouco uns com os outros e parecendo se divertir mais com o virtual do que a presença real. “Ao mesmo tempo que aproximam, as novas mídias separam”, diz a estudante Clara Vieira, de 17 anos.

O Bem Viver conheceu Clara quando percorreu os principais pontos da capital em busca dessas conexões não tão humanas. A princípio, pensava-se que achar esses amantes do aparelho poderia ser um pouco complicado, já que, na teoria, o telefone com acesso a internet tem hora e local para ser usado. Mas, o impressionante é que esses usuários estão por toda a parte. Seja em um ponto de ônibus, dentro de lojas ou até mesmo em uma mesa de restaurante, comendo ou não. Não há mais moderação. É fácil ver pessoas sozinhas ou acompanhadas imersas nos encantos do celular.

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